sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Pais educam e professores ensinam

Pais educam e professores ensinam


















Lages, 07/12/2012,Correio Lageano, por Silviane Mannrich

O Seminário “Educadores: Educados ou não?”, que aconteceu na noite quinta-feira (06), na Associação Empresarial de Lages (Acil), provocou a reflexão entre os profissionais da educação sobre a atuação em sala de aula e as principais dificuldades. O programa Lendo e Relendo com o Correio Lageano promoveu o evento que buscou despertar a consciência de pais, professores e escola.

Para o palestrante, Clécio Carlos Gomes , bacharel em Psicologia, especializado em Psicopatologia, Psicologia Clínica e em Terapia Sexual pela Sociedade Brasileira de Estudos em Sexualidade Humana (SBRASH), o processo de educação no Brasil é um “conto de fadas”. Existem políticas públicas que são louváveis, porém ineficazes, os professores são mal preparados tanto no processo pedagógico quanto no fator ensino/educação. “Com a lei da inclusão, é necessário usar diferentes métodos pedagógicos, porém o professor não é capacitado para realizar esse processo”, afirma Clécio.


O professor também se depara com problemas como o uso de álcool, drogas e a sexualidade precoce. No entanto, o que mais preocupa é o bullying, que para o especialista nada mais é do que a falta de educação. “A educação tem que vir de casa. Os pais educam e os professores ensinam. A maioria dos pais não colabora e ainda potencializa algumas atitudes negativas dos filhos. É necessário que professor, escola e pais trabalhem juntos para a educação dos alunos”, ressalta o palestrante.

Para ele é um obstáculo a ser superado, pois é um reflexo social, e um grande contingente de estudantes está chegando na graduação e no mercado de trabalho mal preparado. “É preciso realizar um movimento para mudar essa situação, entre escola professores e pais. Os pais têm que exercer a sua responsabilidade de educar seus filhos e não serem negligentes, pois delegam suas responsabilidades para a escola, o videogame e a internet”, salienta Clécio.
Ainda de acordo com o palestrante, o professor, isoladamente, precisa provocar algumas mudanças. “Buscar a formação adequada, o autodesenvolvimento e a responsabilidade social enquanto educador. As pessoas mudaram e alguns professores continuam aplicando a mesma receita”, conclui. 
“Muito se fala que a educação é a mola propulsora de uma sociedade melhor, de uma vivência melhor, é necessário ver a educação de uma forma mais complexa. Educar é o caminho para todas as conquistas e para o sucesso”, lembra a coordenadora do Lendo e Relendo, Edite Moraes.

Maior dificuldade é a parceria entre pais e professores


Professora há 10 anos, Carmen Godoi diz que os pais estão deixando a desejar. “Os professores não têm apoio, mandamos as tarefas e os alunos não fazem, não há cobrança dos pais, muitos adolescentes já têm filhos e não sabem nem escrever direito. Fazemos o nosso papel, mas há necessidade de os pais motivarem seus filhos”, afirma a educadora.


Professora também há 10 anos, Silvia Ferreira Lins tem a mesma reclamação. “Os pais cobram da gente, mas não cobram de seus filhos, não temos o retorno. Quando passamos uma tarefa é a continuidade do que damos em sala de aula. Muitos pais são inertes e parece que têm medo dos filhos”, fala a professora.

Para o professor da escola do Rosário, Reno Vicente, a escola é um espaço para a construção de conhecimento e não um albergue de alunos. “A educação no Brasil é uma vergonha no cenário mundial. Pensar a escola sem pensar no perfil dos gestores é apostar no fracasso. Os desafios dos professores são cotidianos, trabalhamos com alunos que têm ausência de valores e sem referências na família. Muitas vezes, não conseguimos gerenciar nossa própria vida, precisamos de apoio psicológico. Como vamos encantar se já estamos desmotivados e desencantados?”, questiona Reno.


Foto: Silviane Mannrich

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Seminário do Lendo e Relendo Acontece Amanhã

Seminário discute o preparo do professor 

Francielle Campiolo



As políticas públicas que vêm surgindo no cenário educacional requerem capacitação do profissional para serem efetivas



O Instituto José Paschoal Baggio, através do Programa Lendo e Relendo com o Correio Lageano, realizará o seminário “Educadores: Educados ou não?”. O evento irá acontecer na próxima quinta-feira (6), às 19 horas, no auditório da Associação Empresarial de Lages (Acil). Pais, professores e comunidade podem participar do encontro que irá refletir sobre a atuação em sala de aula.


A iniciativa surgiu pela constatação das mudanças ocorridas no meio social e nas políticas públicas para a educação. Isso agregou responsabilidades ao espaço educacional consideradas não condizentes com o papel dos educadores. A exemplo disso está a aplicação de ações que compensem a falta da educação nos lares, a demanda por inclusão e atuação nas redes sociais que estão relacionadas à proteção de crianças e adolescentes.


Esses fenômenos são confrontados pelos organizadores com a capacidade técnica dos profissionais e o devido preparo deles para o exercício das tarefas pedagógicas, das relações com alunos, pais e comunidade em geral.


O palestrante será Clécio Carlos Gomes (CRP 12/01350), bacharel em Psicopatologia, especializado em Psicopatologia, Psicologia Clínica e em Terapia Sexual pela Sociedade Brasileira de Estudos em Sexualidade Humana (SBRASH). Foi aluno especial do curso de Mestrado em Ciências Médicas (UFSC).




Gomes conta que serão abordados temas do cotidiano dos professores sobre as novas políticas tanto na rede pública quanto privada. Sobre a lei da inclusão de alunos com deficiência, Gomes questiona o preparo dos professores para lidar com essas crianças que estão participando de maneira ativa.




O especialista reforça que outras temáticas como o uso de álcool e drogas, sexualidade e bullying são polêmicas e não há capacitação dos profissionais até mesmo pela cultura que eles têm. Segundo Gomes, para mudar esse panorama é preciso capacitação continuada, integração de pais, professores e alunos, além do investimento do poder público. “O objetivo é despertar  a consciência do corpo docente para isso".                                                                         

 

Para participar

Deve-se enviar os dados para o email: lendoerelendo@institutojpb.org.br
Assunto: Inscrição
Escola/Entidade/Universidade
Nome completo
RG
Data de nascimento
Naturalidade
*Em caso de escola: Enviar uma lista única dos professores que irão participar com todos estes dados.





A pessoa pode também inscrever-se na hora, desde que tenha todos os dados necessários, porém o certificado só ficará pronto posteriormente. Os participantes receberão certificado de 04 horas/curso.

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Seminário "Educadores: Educados ou não?"

 
O Seminário Educando Educadores justifica-se em virtude da velocidade de mudanças ocorridas no meio social e, consequentemente, nas políticas públicas para a educação, agregando ao espaço educacional, informalmente, responsabilidades não condizentes com o papel dos educadores, como por exemplo, a aplicação de ações que cubram a educação não ocorrida nos lares e, formalmente, através da demanda apresentada pelos princípios da educação inclusiva e da atuação nas redes sociais que gerenciam a proteção de crianças e adolescentes. Esse fenômeno confronta a capacidade técnica dos profissionais e o devido preparo dos mesmos para o exercício das tarefas pedagógicas e das relações com alunos, pais e a comunidade em geral.
 
Clécio Carlos Gomes (CRP 12/01350) é bacharel em Psicopatologia, especializado em Psicopatologia, Psicologia Clínica e em Terapia Sexual pela Sociedade Brasileira de Estudos em Sexualidade Humana (SBRASH). Foi aluno especial do curso de Mestrado em Ciências Médicas (UFSC).
Tem 19 anos de experiência em clínica, com enfoque no tratamento dos comportamentos e dos transtornos sexuais. Professor universitário para os cursos de graduação e pós-graduação na área da Psicologia. Escritor e conferencista em nível nacional e internacional.

Como participar:


Enviar para o email: lendoerelendo@institutojpb.org.br os seguintes dados:
Assunto: Inscrição
Escola/Entidade/Universidade
Nome completo
RG
Data de nascimento
Naturalidade

*Em caso de escola:
Enviar uma lista única dos professores que irão participar com todos estes dados.
 

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

"A influência da música na aprendizagem"


Consideramos que a música pode constituir um meio integrador, motivador e facilitador do processo ensino/aprendizagem, por relacionar-se a aspectos emocionais, cognitivos e sociais.
               Em relação aos aspectos emocionais, observamos que a vivência dos elementos sonoros proporcionada pelos atos musicais se constitui numa oportunidade de aprender e inventar para si e para o mundo tramas sonoras cada vez mais harmônicas. Ao perceber sonoridades diversas em seu corpo, ao explorar sons ao seu redor, ao manipular sonoridades de acordo com seu gosto e sua curiosidade, o aluno aprendiz descobre em si próprio potencialidades adormecidas aumentando sua estima.
                O tocar e o ouvir um instrumento, bem como a voz que fala, canta, imita, inventa, e movimenta-se no corpo e no ambiente são elementos de aprendizagem, de criação e ação que motivam e ativam a expressão, favorecendo as relações de aprendizagem, sobretudo no que tange à autonomia de aprender.
               Através das performances musicais, o aluno atua como ouvinte e executor aproximando realidades e reinventando sentidos que, por sua vez, farão ressonância com o seu modo de viver e de estar no mundo.  
                Com relação aos aspectos cognitivos, estudos no campo das neurociências relatam as áreas cerebrais ativadas por meio das músicas. Hoje já se tem conhecimento, por exemplo, de que as atividades musicais relacionadas à produção, execução e audição, se concentram tanto no hemisfério direito do cérebro (percepção musical) quanto no hemisfério esquerdo (consciência do processo sonoro). Os dois hemisférios, assim integrados, aumentam as áreas do conhecimento por ativarem tanto a sensibilidade perceptiva, como o uso da racionalidade.
Além disso, por meio da análise de ressonâncias magnéticas, ficamos sabendo que a música afeta a Área de Wernicke, importante para o vocabulário da fala, a Área de Broca que está relacionada à compreensão gramatical das frases, o tronco cerebral, que ajuda a localizar o som no espaço e o cerebelo, área fundamental para a coordenação motora que trabalha na interpretação do ritmo de uma canção. Por todas essas relações, podemos dizer que o aprendizado musical proporciona importante desenvolvimento na plasticidade neurológica que pode potencializar a capacidade de aprender e relacionar conhecimentos novos.
               Quanto aos aspectos sociais, teóricos da área da educação afirmam que todos nós precisamos do outro para nos reconhecer como nós mesmos, de forma diferenciada e autônoma.  Por isso, a dimensão social é fundamental no acolhimento do aluno aprendiz, pois trabalha com questões como identidade e pertenciamento, essenciais no processo de aprendizagem de uma forma geral. Especificamente no ensino da música, sabemos que os significados sociais são construídos a partir do uso da música em determinados contextos, práticas ou fatores associados à experiência musical e, por isso, os diversos contextos sociais devem ser valorizados como elementos de aprendizagem.
               Fazer música tem a ver com identidade, com desenvolvimento de potencialidades, com criação e invenção, com o encontro com o outro, com sabores de vida e de amores
               O ensino de música, por ensejar as dimensões emocional, cognitiva e social, envolve muito mais do que conhecer a teoria da música, com todos os seus princípios e regras. A sua influência na aprendizagem, pelo que se sabe até hoje, é sobremaneira ímpar.

              


Márcia Victório de Araújo Costa
Graduada em Música e Psicologia, Mestre em Educação Musical e Doutora em Ciências da Educação, professora regente de Educação Musical do Colégio Pedro II, Rio de Janeiro (RJ). Autora do livro ‘Impressões Sonoras – música em arteterapia’ (WAK editora, 2008) e do livro ‘O Bê-a-bá do Dó-ré-mi – Reflexões e Práticas sobre a educação musical em escolas de ensino básica’ (WAK editora, 2011).

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Estudantes destaques na Maratona


Foram premiados os 19 finalistas da 5ª edição da Maratona do Conhecimento, promovida pelo Instituto José Paschoal Baggio ( IJPB), por meio do programa Lendo e Relendo com o Correio Lageano. Foram três vencedores de categorias distintas, os trabalhos mais votados pelo blog do instituto e os demais estudantes que ficaram classificados na última etapa.
   
Andressa Mesquita, 11 anos, foi a vencedora da categoria I, ela recebeu um tablet que foi doado pelo Movimento Tradicionalista Gaúcho de Santa Catarina e um kit de prêmios. Ela foi orientada pela professora Isabel Batista.

Na categoria II o vencedor foi o aluno Luis Eduardo da Silva Santos, 15 anos que ganhou um tablet doado pelo IJPB. Ele foi orientado pela professora Neusa Lima. O estudante Ivan Macedo do Amaral, de 7 anos, foi o vencedor da categoria III. Ele também recebeu um tablet doado pela empresa NDDigital e foi orientado pela professora Silmara Bitencourt. Todos os vencedores são alunos do Colégio Motivação, da cidade de Correia Pinto.
   
Os demais alunos premiados receberam um livro e um kit de prêmios. “Usei uma matéria sobre queimadas para fazer o desenho, pensei na frase que todos nós conhecemos que o mundo é azul, mas que com a poluição está ficando cinza”, afirma a aluna Andressa Mesquita. 

O concurso foi aberto a todas as escolas que fazem parte do programa, e propôs aos estudantes que ilustrassem matérias publicadas pelo Correio Lageano, com desenhos digitalizados.
   
Nos anos anteriores, os desenhos eram produzidos em papel e enviados à organização. Este ano decidiu-se por realizar no formato digital, devido a questões de preservação ambiental além de incentivar os estudantes a trabalharem com ferramentas tecnológicas.
 

As atividades do concurso iniciaram no mês de março deste ano, com o período de inscrições. Nesta etapa participaram 14 escolas das redes de ensino municipal, estadual e particular de Lages e da Serra Catarinense. Os trabalhos dos estudantes foram enviados em setembro e, nesta etapa, houve a participação de nove escolas e 120 desenhos.


Dos 120 trabalhos, a comissão organizadora eliminou 50 que não cumpriram os critérios estabelecidos no regulamento, restando, assim, 70. Eles foram avaliados por um grupo de jurados que fez a seleção de 19, que foram à votação popular no blog do Lendo e Relendo.
Os educandos tiveram quatro dias para fazer suas campanhas de votação. Todas as expectativas do instituto foram superadas, já que neste curto espaço de tempo, foram mais de 15 mil acessos ao blog.

 
   Confira o nome dos demais ganhadores
Alunos do Colégio Motivação de Correia Pinto:
      • Gabrielle de Quadro Albuquerque
• Maria Luiza Thum Vogt
• Natan Marcon dos Santos
• Carolina Zart
• Cauã Gustavo de Abreu
• Cristian Malinoski.
• Mateus Moratelli
• Eduarda Ludwig
• Jean César Terres Rodrigues
• Robert Luiz Malinoski da Silva

   • Bruno Fochezatto e Joel Lucas Terra da Escola de Educação Básica Ondina Neves Bleyer
• Maria Eduarda Pereira da Escola de Educação Básica Elza Deeke de Otacílio Costa
• Iasmin Pereira de Oliveira da Escola Vidal Ramos Junior
• Vinícius Carvalho da Rosa e Vitor Golçalves estudantes do Sesc 

 



Todos os estudantes destaques!




Andressa recebeu das mãos da Gerente Executiva do IJPB Edite Moraes, um Tablet doado pelo Movimento Tradicionalista Gaúcho de Santa Catarina/Vale assinatura do Correio Lageano/Camiseta do Lendo e Relendo/Kit de lápis de jornal

3 destaques:

Andressa Mesquita

Luis Eduardo da Silva

Ivan Macedo do Amaral
 
Luis Eduardo recebeu das mãos do Conselheiro do IJPB Walter Hoeschel, um Tablet /Vale assinatura do Correio Lageano/Camiseta do Lendo e Relendo/Kit de lápis de jornal


Ivan recebeu das mãos da Assistente Pedagógica IJPB Barbara Zanoni, um Tablet doado pela empresa NDDigital Technologies/Vale assinatura do Correio Lageano/Camiseta do Lendo e Relendo/Kit de lápis de jornal


terça-feira, 30 de outubro de 2012

Destaques da Maratona do Conhecimento

      Com o intuito de tornar ainda mais transparente o Concurso Maratona do Conhecimento, a pré-seleção para ir a votação foi realizada por um grupo de jurados e a seleção final aconteceu aqui em nosso blog. Foram quatro dias de votação, e cada estudante pode fazer sua campanha. 

Todos os estudantes, autores dos 19 trabalhos deverão estar presentes na entrega de prêmios que acontece: Amanhã, 31/10/2012 às 17h - na Sala do IJPB

     Os estudantes destaques que receberão um tablet e um kit de prêmios são:

Categoria I - Andressa Mesquita, 11 anos, Colégio Motivação
Categoria II - Luis Eduardo da Silva Santos, 15 anos, Colégio Motivação
Categoria III - Ivan Macedo do Amaral Jr., 7 anos, Colégio Motivação

_______________________________________________________________

       Os 07 mais votados que receberão camiseta e livro:

Gabrielle de Quadros Albuquerque, 11 anos, Colégio Motivação
Maria Luiza Thum Vogt, 14 anos, Colégio Motivação
Natan Marcon dos Santos, 7 anos, Colégio Motivação
Bruno Fochezatto dos Santos, 13 anos, EMEB Ondina Neves Bleyer
Carolina Zart, 15 anos, Colégio Motivação
Cauã Gustavo de Abreu de Quadros, 6 anos, Colégio Motivação
Cristian Malinoski, 13 anos, Colégio Motivação

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      Todos os demais receberão um livro:

Mateus Moratelli, 15 anos, Colégio Motivação
Maria Eduarda Pereira Wacholz, 10 anos, EEB Elza Deeke
Eduarda Ludwig, 13 anos, Colégio Motivação
Joel Lucas Terra de Moraes, 14 anos, EMEB Ondina Neves Bleyer
Jean César Terres Rodrigues, 8 anos, Colégio Motivação
Iasmin Pereira de Oliveira, 13 anos, EEB Vidal Ramos Jr.
Robert Luiz Malinoski da Silva, 7 anos, Colégio Motivação
Vinícius Carvalho da Rosa, 11 anos, SESC Escola
Vitor Gonçalves Vogel, 8 anos, SESC Escola

Todos receberão certificado de participação.

Parabéns a todos, que ganharam em conhecimento e, já dizia Marcelo D2 em sua música:   "A vida é um eterno perde e ganha..." 





sexta-feira, 26 de outubro de 2012

NOVA VOTAÇÃO NO AR

Maratona do Conhecimento



Início: 26/10/2012 às 12h

Término: 29/10/2012 às 23h59min.



  • Você poderá votar apenas uma vez em cada enquete/trabalho
  • Será validado o primeiro voto (este site não permite alteração de voto)
  • Cada computador possui um endereço de IP, assim só pode votar uma vez
  • Infelizmente os votos anteriores foram zerados, pois o problema foi no Blogger e não na nossa enquete.

 BOM DIA A TODOS,

ESTAMOS EXCLUINDO AS ENQUETES LANÇADAS ANTERIORMENTE E EM INSTANTES VOCÊS VISUALIZARÃO UMA NOVA ENQUETE NA PÁGINA (DE UM SITE ESPECÍFICO EM ENQUETES)

DESCOBRIMOS QUE FOI UM ERRO GERAL ONTEM/HOJE NOS BLOGS CUJAS CONTAS SÃO DO BLOGGER

DIANTE DA SITUAÇÃO E DE 01 DIA "PERDIDO" DE VOTAÇÃO ESTAREMOS PRORROGANDO PARA SEGUNDA-FEIRA A DATA FINAL.

DESDE JÁ AGRADECEMOS PELA COMPREENSÃO DE TODOS!

DÚVIDAS ESTAMOS A DISPOSIÇÃO.


quinta-feira, 25 de outubro de 2012

ENQUETE 01

Os trabalhos que estão em votação na enquete de número 01 fazem referência a categoria Reflexão de 11 a 13 anos.

Abaixo os trabalhos que cumpriram com os critérios estabelecidos no regulamento.
Vote na Enquete número 01 (na barra direita) de acordo com o número do trabalho.









ENQUETE 02

Os trabalhos que estão em votação na enquete de número 02 fazem referência a categoria Reflexão de 14 a 16 anos.

Abaixo os trabalhos que cumpriram com os critérios estabelecidos no regulamento.
Vote na Enquete número 02 (na barra direita) de acordo com o número do trabalho.






ENQUETE 03

Os trabalhos que estão em votação na enquete de número 03 fazem referência a categoria Humor de 07 a 10 anos.

Abaixo os trabalhos que cumpriram com os critérios estabelecidos no regulamento.
Vote na Enquete número 03 (na barra direita) de acordo com o número do trabalho.







terça-feira, 16 de outubro de 2012

A missão de ser Professor

Fui uma criança cativada para a leitura por meu pai, um leitor assíduo. Lembro-me do encantamento desta estreia: livro e leitor na voz forte e carinhosa de meu pai, que contava as primeiras histórias sobre um garimpeiro, livro presenteado pelo meu padrinho de batismo. Livros dão vida ao imaginário. Essa foi a feliz relação que apaixonou uma “ouvidora” de histórias e transformou-me numa ardorosa leitora.
Por isso, a escolha pelo curso de Letras. Eu queria ser professora desde criança quando rabiscava as minhas aulas nas laterais de um velho guardaroupa.

Comecei minha carreira no Colégio Rubens de Arruda Ramos, como professora substituta, ainda no período de faculdade. Ministrei aula no mesmo dia em que me apresentei à diretora do estabelecimento e desde então não mais parei. Trabalhei em outras escolas estaduais e na última delas, Colégio Nossa
Senhora do Rosário, lecionei por mais de quinze anos até minha aposentadoria em 2007.

O grande desafio do professor de língua portuguesa é apresentar essa língua “inculta e bela” de forma vivenciadora, dinâmica e esclarecedora. Também gerar confiança e estímulo que serão usados para  despertar no educando a ânsia pelos desafios da escrita e da leitura. É preciso privilegiar a imaginação
e a criatividade; pois, vivencia-se uma sociedade jovem, muitas vezes, carente de hábitos de esforço e do desejo de pensar e refletir. O jeito é desafiá-los a fazerem uso do pensamento e da imaginação provocando neles o prazer dos textos. 

O ato de ler inicia-se na infância, motivar as crianças parece ser o mais lógico. Fazer com que elas vejam os pais e professores lendo, folhear revistas e livros com elas, colocar à disposição livros coloridos e com gravuras atrativas, ler histórias em voz alta e com entusiasmo. Todas essas alternativas são  possíveis. E quando se trata de atingir o adolescente e entusiasmá-lo, como fazer? Esse desafio é o mais apaixonante. Começa com o exemplo motivador do próprio professor. É preciso nesse momento  persistência a fim de descobrir métodos que seduzam o aluno pelo prazer do conhecimento.
É possível sim, o professor contagiar seus alunos, resgatar a autoestima dele; conquistá-lo é tarefa essencial. Saber ouvi-lo, respeitando suas limitações, sempre apoiando, mostrandolhe que tudo é possível e que técnicas estão aí para ajudá-lo; essas são alavancas para a construção do estudante que se
quer ter.

Quem faz o que gosta, faz bem feito. Esse é um bom argumento a fim de desabrochar o espírito  estudantil para a escrita, por exemplo. Mostrar a ele que é a hora do tentar, do arriscar. Dinamizar as
aulas a partir da própria experiência dele, detectar os pontos de maior interesse. É mais fácil, sem dúvida, elogiar; mas saber mostrar ao aluno os seus erros sem desestimulá-lo é próprio de quem quer ver o outro crescer e igualmente crescer junto. É imprescindível insistir no fato de que algumas condições são fundamentais entre professor e aluno: a descontração e a empatia que vai se criar entre quem ensina e quem aprende. É fundamental deixá-lo ganhar confiança.

Palavra que soa bem aos meus ouvidos: professor, título maior para a profissão que abracei. Isso me encanta. As colocações expostas são baseadas em práticas vivenciadas em sala de aula. Ensinar é permitir que o educando crie a própria voz.


 









Angela Salete Araldi nascida em Lages, em 27 de setembro de 1954. Ensino Fundamental no Colégio Santa Rosa de Lima onde atua hoje como professora de Língua Portuguesa e Literatura. Frequentou o Ensino Médio no Colégio Diocesano. Cursou Letras na Uniplac. Pós-graduação na área de Gestão Educacional. Professora há 30 anos.